O amigo mais fiel do
Wilson era o Jarbas, o Tochinha, também campeão de tênis. Tinha esta alcunha
obviamente por causa de seus cabelos vermelho-fogo. Era um garoto bom, sem
vícios, sem maldade. O Topetudo era também super amigo do Ito. Passava todos os
dias cedinho em casa com o célebre e belo assobio-senha da turma. Iam para o Guedes,
onde faziam seus estudos. Logicamente, o Emir era o amigo com quem mais o Wilson se entendia. Eram almas irmãs.
O assobio era a senha entre eles todos. Assobiavam na rua e, se um dos gêmeos estivesse em casa, haveria a resposta assobiada. Aí era só esperar, ou na varanda, ou na rua. Nelson e Wilson compartilhavam outros amigos, como o Zequinha, filho do dr. Nuno de Assis, prefeito e benfeitor de Bauru. O Zequinha era a perdição nos sonhos das garotas. Era lindo, moreno, cabelos lisos e duvido que houvesse alguma garota que não sonhasse com ele. Não me excluam, apesar de que era a mais nova na roda, a mais tola e a mais sem graça. A felizarda que o namorou foi a M, minha vizinha. Não me esqueço da conversa dela com a D, sua irmã mais velha:
--D, como é que eu dou bola para o Zequinha?
O assobio era a senha entre eles todos. Assobiavam na rua e, se um dos gêmeos estivesse em casa, haveria a resposta assobiada. Aí era só esperar, ou na varanda, ou na rua. Nelson e Wilson compartilhavam outros amigos, como o Zequinha, filho do dr. Nuno de Assis, prefeito e benfeitor de Bauru. O Zequinha era a perdição nos sonhos das garotas. Era lindo, moreno, cabelos lisos e duvido que houvesse alguma garota que não sonhasse com ele. Não me excluam, apesar de que era a mais nova na roda, a mais tola e a mais sem graça. A felizarda que o namorou foi a M, minha vizinha. Não me esqueço da conversa dela com a D, sua irmã mais velha:
--D, como é que eu dou bola para o Zequinha?
E a D:
-- Pergunte se ele
tem relógio, que horas são. Dê uns
olhares pra ele.
Elas diziam isto e outras coisas sem nem sequer
considerarem que eu estava ouvindo. Para elas eu nem existia. Era este o
conceito espetacular que faziam de mim. Eu era um nada ambulante!
Pelo jeito, os conselhos da D surtiram efeito. No dia seguinte a danada da M estava de namoro com nosso artista principal. Merda! Sonhar não custava nada! Só que como M era minha vizinha, tive que assistir ao seu namoro com o Zequinha e, nos bailes do tênis, apreciar os amassos que eles se davam.
Pelo jeito, os conselhos da D surtiram efeito. No dia seguinte a danada da M estava de namoro com nosso artista principal. Merda! Sonhar não custava nada! Só que como M era minha vizinha, tive que assistir ao seu namoro com o Zequinha e, nos bailes do tênis, apreciar os amassos que eles se davam.
Os
melhores amigos do Nelson (Neto), além do Zequinha, eram o Johnny, o Shubert. e o Abel. Johnny
era quem mais convivia conosco. Educado, amigo, atencioso. Amoroso com minha
mãe. Era o que mais ficava em
casa. Almoçava, jantava e sempre naquela atitude jovial,
engraçada (não tanto quanto o Nelson, que era impagável) e respeitosa. Os
assobios-senha que eles trocavam eram muito bonitos e sempre nos causavam um frisson,
porque não sabíamos quem estava chegando. (O Shubert continua amigo do Nelson até hoje. E, nas manhãs de fim de semana, lá estão juntos, na Batista, conversando e rindo.)
O Nelson foi angariando muitos amigos, pela mocidade. O Cesário era um deles. Morava bem em frente ao portão do Colégio São José. Era outro bonitão. Às saídas do colégio, ele estava sempre na varanda de sua casa, sempre atento àquele turbilhão de garotas que saíam do São José. Eu o achava lindo, mas não confessava isto a ninguém. Se os outros nem sabiam de minha existência, quando eu estava presente e absolutamente transparente, imagine aquele Gregory Peck, de frente àquela enxurrada de meninas saindo da escola, no período da manhã! Mas, por algo que escapa à minha inteligência, ele sempre me via, um rostinho tímido e nada bonito, no meio da algazarra escandalosa das alunas, e – pasme, Sônia! – sempre me cumprimentava. Ô doce de pessoa!
No Banho à Fantasia no domingo de carnaval, programa tradicional do Tênis, eram eles e mais outros da turma, como o Nabo, que provocavam alegria e risos nos associados.
O casarão 11-40 da Cussi Júnior fervia de animação e de movimento. Os amigos dos gêmeos ora os chamavam para irem juntos ao Guedes, ora para nadar, ou jogar tênis no clube. Sem contar as noites de bailes e de carnaval. Seus risos e brincadeiras povoavam o quarteirão, trazendo-lhe luz e alegria.
O Nelson foi angariando muitos amigos, pela mocidade. O Cesário era um deles. Morava bem em frente ao portão do Colégio São José. Era outro bonitão. Às saídas do colégio, ele estava sempre na varanda de sua casa, sempre atento àquele turbilhão de garotas que saíam do São José. Eu o achava lindo, mas não confessava isto a ninguém. Se os outros nem sabiam de minha existência, quando eu estava presente e absolutamente transparente, imagine aquele Gregory Peck, de frente àquela enxurrada de meninas saindo da escola, no período da manhã! Mas, por algo que escapa à minha inteligência, ele sempre me via, um rostinho tímido e nada bonito, no meio da algazarra escandalosa das alunas, e – pasme, Sônia! – sempre me cumprimentava. Ô doce de pessoa!
No Banho à Fantasia no domingo de carnaval, programa tradicional do Tênis, eram eles e mais outros da turma, como o Nabo, que provocavam alegria e risos nos associados.
O casarão 11-40 da Cussi Júnior fervia de animação e de movimento. Os amigos dos gêmeos ora os chamavam para irem juntos ao Guedes, ora para nadar, ou jogar tênis no clube. Sem contar as noites de bailes e de carnaval. Seus risos e brincadeiras povoavam o quarteirão, trazendo-lhe luz e alegria.
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